Dia 8 – Logroño: A Capital do Vinho
Um dia para respirar, explorar e entender por que La Rioja é a terra do vinho

Logroño, capital de La Rioja, é uma cidade que merece ser vivida além da passagem rápida do peregrino. A Calle Laurel, a Catedral de Santa María de la Redonda e os vinhedos ao redor são paradas obrigatórias.
Logroño é uma cidade que seduz. Moderna o suficiente para ser confortável, antiga o suficiente para ser fascinante, e com a melhor cena gastronômica do Caminho Francês — a Calle Laurel, uma rua de não mais que 200 metros repleta de bares de tapas, é um patrimônio nacional não oficial.
A Catedral de Santa María de la Redonda, com suas duas torres barrocas geminadas que dominam a Plaza del Mercado, é o coração histórico da cidade. O interior guarda obras de arte notáveis, incluindo um Cristo atribuído a Michelangelo — uma afirmação que os logronieses fazem com entusiasmo e que os historiadores de arte recebem com ceticismo, mas que adiciona um charme irresistível à visita.
Fizemos uma excursão aos vinhedos nos arredores da cidade. La Rioja é dividida em três sub-regiões (Rioja Alta, Rioja Alavesa e Rioja Oriental), cada uma com características distintas. As adegas (bodegas) que salpicam a paisagem vão de construções medievais a projetos de arquitetura contemporânea assinados por nomes como Frank Gehry e Zaha Hadid.
A tarde foi dedicada ao Parque del Ebro, às margens do rio, onde logronieses passeiam com cães e crianças enquanto patos navegam com indiferença régia. Um refresco junto ao rio, com um copo de Rioja que alguém conseguiu no bar da esquina, foi um dos momentos mais simples e mais perfeitos de todo o Caminho.
À noite, voltamos à Calle Laurel. Desta vez com mais calma, mais espaço no estômago e a certeza de que havíamos encontrado um dos nossos lugares favoritos da Espanha.
\nContinue pelo Caminho Francês
← Dia 7: capítulo anterior · Ver os 31 capítulos em ordem · Dia 9: próximo capítulo →


